terça-feira, 21 de dezembro de 2010

sábado, 9 de outubro de 2010

"Um dia chuvoso"
Em plena segunda-feira de carnaval, um dia chuvoso.
Para mim está ótimo está perfeito, em um dia chuvoso como este estar em casa me faz sentir aconchegada, abrigada e protegida. Minha casa se torna um verdadeiro paraíso. Minha cama quentinha e meu quarto escurinho, posso até dizer que me trazem "reminiscências do útero materno". É simplesmente delicioso poder ficar em casa lendo um livro, vendo um filme, tomando um cafezinho com broa de fubá, ouvindo música...  enquando a chuva cai ...

 Adoro curtir solitariamente o silêncio em certos momentos,   para mim é salutar e nada tem de pernicioso. Pelo contrário, faz é muito bem.
Quem disse que um dia chuvoso não tem beleza.
Adoro ver a chuva caindo lá fora, molhando a rua, as árvores, me delicio ouvindo o barulho. São lindos aqueles pinguinhos de água que ficam no vidro da janela como cristais brilhantes refletindo a luz.
A chuva como qualquer outra manifestação da natureza nos oferece sempre um espetáculo a ser contemplado, simples, sem qualquer custo e disponível para todos, sem qualquer discriminação.
Pena que a  maioria das pessoas, embriagadas com o excesso de artificialismo tecnológico oferecido pela nossa sociedade pós-modernidade,  sequer consegue perceber a beleza singela da natureza.

 Para isso precisamos desenvolver a capacidade de contemplar.
Contemplar é uma forma de reverenciar. E a natureza nos inspira a reverência pela vida.
Um dia chuvoso nos convida a parar, a nos aquietar, a entrarmos no ritmo natural do fluxo da vida, como uma frase melódica de uma composição musical, que tem pausas, sons, andamentos rápidos, lentos, ralentandos...
Enfim, descubra a beleza que existe em um dia de chuva e aproveite para cadenciar o curso de sua vida. (Adriana Pinho - Carnaval de 2008)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A FUNÇÃO DA BELEZA
Por Adriana Pinho GomesDuas situações me fizeram pensar esta semana, uma foi hoje quando eu fui em uma loja e a moça me disse que só tinha número grande, acima de 44 e a loja não era para “gordinhas”, mas a vendedora disse que tá todo mundo ficando muito grande, alto e ai eles só compram peças maiores.
Primeiro me senti uma anã (tenho 1.60m), depois eu me senti uma espécie em extinção e por último, aproveitando a palavra “sociológica” do momento, uma “excluída”.
A outra situação foi a de que comentando com um conhecido que eu tinha pouco busto (peito) e aí ele disse: “áh mas hoje só tem pouco busto quem não tem dinheiro”, sugerindo uma plástica. Eu não estava reclamando de ter pouco peito, apenas estava descrevendo uma característica.
Mas parece que  todas as mulheres para serem consideradas bonitas têm que ser: altas, ter muito peito,  loiras, ter cabelo liso,  olhos claros, nariz pequeno, barriga sarada,  segundo um padrão de beleza inatingível, uma vez que apenas menos de 1% da população mundial possui esse biótipo e um corpo desenhado com simetria. E o pior e mais complicado é que a mulheres (principalmente jovens) ambicionam ficar parecida como a modelo da revista ou da TV. “E viva a anorexia!!!”.
As clínicas de cirurgia plásticas devem estar milionárias (segundo pesquisas recentes o Brasil é o segundo país onde mais se realizam cirurgias plásticas – o primeiro é o EUA). As pessoas estão ficando obcecadas pela perfeição da aparência física. E o pior disso tudo é que estamos entrando em uma massificação avassaladora de padrões estéticos. A diversidade não é mais reconhecida. Todo mundo tem que ser igual para ser reconhecido. !
Reconhecer nossa própria e única beleza é tarefa árdua no contexto cultural atual. A beleza vista na televisão, nas revistas e imposta pela cultura corrente (diga-se pela mídia - principalmente a televisiva) não tem qualquer semelhança com a maioria das mulheres comuns. Então somos inevitavelmente induzidas a nos acharmos “feinhas”.
Beleza física hoje é o nosso maior valor. - **0utro valor criado e cultuado pela sociedade brasileira atual é “se dar bem” (mesmo que seja roubando e/ou trapaceando ou, ainda, virando “celebridade” porque pousou nua na revista e/ou participou de um reality show **).
O fato é que, ser belo virou um valor. Nada contra a beleza.
Mas quando se trata do ser humano penso que o que deve prevalecer é a velha e conhecida "boa aparência". Essa sim é primordial, mas a boa aparência advinda se uma alimentação equilibrada, a boa aparência proporcionada pela saúde física e mental, a boa aparência como resultante de um estado interno de equilíbrio.
Essa sim deve ser buscada. Aliás, eu acho que a boa aparência surge como conseqüência natural de uma vida saudável e de um cuidado consigo mesmo. E sempre somos belos quando estamos bem. Mas sem obsessão pela perfeição.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010





PELA EMANCIPAÇÃO DO FEMININO
Por Adriana Pinho Gomes
 Já havia falado sobre a importância dos sentimentos e como eles são negligenciados, ou melhor dizendo, como nos é ensinado a não levarmos nossos sentimentos e emoções muito em consideração.

Pois bem, em um mundo em que o materialismo impera e que a razão é priorizada, sobra muito pouco ou nenhum espaço para abordamos a nossa dimensão emocional. O que sentimos? Qual é nosso genuíno desejo? Queremos o que desejamos?

E aí está a grande razão do mundo “doente” em que vivemos. Somente através do resgate do nosso universo emocional é que poderemos dar continuidade a uma humanidade mais saudável.

Assim sendo, penso que os valores femininos são de imensa importância para a formação de homens e mulheres mais “humanos”. Somente o equilíbrio entre o feminino e o masculino dentro de cada um (androgenia), homens e mulheres, garantirá a sanidade e a continuidade da humanidade.

É do feminino habilidades tais como saber lidar com as emoções, conservar a vida, enternecer, conciliar, administrar as diferenças entre as pessoas. Temos como principais valores e expressão do masculino: orgulho, crenças, generalizações, ideais, auto-expressão, rebeldia, impulso para ação, auto-afirmação, desejo de reconhecimento, senso dramático, equilíbrio, imparcialidade, tato, diplomacia, liberdade individualista, extremismo, loquacidade, curiosidade mutável (superficialidade) e afabilidade. E como valores e expressão do feminino temos: autocontrole, cautela, reserva, ambição, possessividade, retentividade, firmeza, perfeccionismo, análise, discriminação, sutileza, sentimento, mudanças de humor, sensibilidade, autoproteção, desejos incontroláveis, profundidade, paixão controlada, secretividade, anseios da alma, idealismo, unidade, inspiração e vulnerabilidade.

As forças femininas são as geradoras de vida e as que mantêm a vida.

A hegemonia do masculino já demonstrou que não é suficiente para edificação de um mundo feliz, tampouco garante a sanidade do ser humano.

É claro que os valores masculinos são importantes, tanto que sem eles a humanidade estaria até hoje na idade da pedra, haja vista que o progresso e as grandes transformações da civilização humana tiveram como estopim o idealismo masculino. Todavia, é necessário o equilíbrio com as forças femininas. Por isso a emancipação feminina neste século foi e será de suma importância para o florescimento do feminino no mundo daqui para frente. Homens e mulheres precisam  se conscientizarem do lado feminino, que todos possuímos. Embora a expressão “lado feminino” tenha se banalizado, isso na prática é de extrema importância para o equilíbrio e integridade do ser humano.

Todavia, a mulher, que acreditando ser emancipada repete todos os modelos masculinos de comportamento, não está exercendo sua autonomia, tampouco criando nada. Ela na verdade continua sob o domínio dos valores masculinos. Existem conceitos e formas de comportamento, tipicamente masculinos, que se manifestam de forma negativa, através da competitividade com o outro, da prevalência da forma sobre o conteúdo e da exacerbação da sexualidade, haja vista o culto ao corpo e coisificação da mulher que é amplamente divulgada nos meios de comunicação hoje em dia. E o que é pior, é que isso acontece com o aval de milhões de mulheres. Ou seja, são as próprias mulheres que se submetem a isso, porque ainda não estão conscientes de sua autonomia como seres humanos. Por incrível que pareça uma grande parte das mulheres, ainda hoje, somente sabem se colocar no mundo como objeto de desejo do homem. Haja vista os programas de TV onde as mulheres só aparecem e fazem “sucesso” pelo tamanho da bunda, pelos seios siliconados, pela cara de sensual que faz na foto da revista ou pelo tanto que rebola em frente das cameras.  Acrescente-se a isso, o fato de que muitas ainda têm filhos como meio de vida, na intenção ilusória de prender  o homem ou, ainda,  para conseguir uma boa pensão (e conseguem). Puxa vida, e estamos no século XXI. A maioria das mulheres usa o corpo como meio de sedução o tempo todo. A sedução é uma forma de exercer poder, e por conseguinte é uma prática   agressiva. E esse não é definitivamente o melhor caminho que conduzirá a mulher à emancipação como ser humano.

Nos mulheres precisamos descobrir nosso lugar no mundo e que não é igual ao dos homens. Igualdade de direitos não é a mesma coisa que igualdade de gêneros, somos diferentes, e que bom que é assim.
Precisamos sim é defender a emancipação do feminino no mundo. Até mesmo para ajudarmos nossos homens a serem melhores para eles mesmos e para nós mulheres.
Precisamos respeitar a nossa própria natureza e nos assumirmos como seres autônomos.
Vamos doar ao mundo nossa sábia doçura, e salvar a humanidade do pior. O pior é a violência, a agressividade, a competitividade, a subjugação, o delírio.
Vamos buscar o equilíbrio e a harmonia para o mundo.
E para isso temos um grande valor  que precisa ser reeditado,  que é a doçura,  virtude apaziguadora e que promove relações construtivas entre os seres humanos.



terça-feira, 20 de julho de 2010

"Meu cachorrinho Lyon”
Adriana Pinho Gomes

Há tempos atrás, um ministro de estado brasileiro, na tentativa de justificar o fato de sua esposa ter usado um carro oficial para levar seu cãozinho ao veterinário, disse que “cachorro também era ser humano”.
Pois é, eu diria: “ainda bem que não é”. Eu que já fui uma crítica fervorosa de quem era louca por cachorros, hoje sou apaixonada por um, meu cãozinho Lyon. Claro que não acho que ele seja quase um ser humano. Mas o fato é que eu o adoro.
A pureza dele é encantadora. A sua vulnerabilidade mobiliza meu instinto protetor e instiga meu sentimento de compaixão. Não tenho pudor algum em demonstrar meu afeto por ele, seja abraçando, beijando, afagando, pegando no colo, falando com ele modificando a voz, cuidando, comprando brinquedinhos e caminhas lindas. Enfim, ele libera toda a minha afetividade e ternura.
Ele é meu potinho de mel, meu pedaçinho de céu (parece letra de música sertaneja).
Adoro ficar olhando para ele quando está brincando, adoro vê-lo correr, quando fica sobre as patinhas traseiras como estivesse em pé, até quando late para mim quando está bravo, enfim ele é lindo. Ah, e me parte o coração quando ele fica doentinho.
Meu cãozinho foi um presente do meu namorado que sensivelmente percebeu que eu gostaria de ter um cachorrinho apesar de eu nunca ter dito isso a ele. Mas a verdade é que eu sempre quis ter um cãozinho e sempre gostei de bichos.
Fui uma cuidadora de pequenos animaizinhos na infância (patinhos, pintinhos e um filhotinho de gato). E só não tive um cachorro porque minha mãe não permitia.
Cheguei a ficar com um cachorro dentro de casa por uma tarde enquanto minha mãe estava no trabalho, quando tinha uns 8 anos de idade.
Meu lado bom fica evidente nessa convivência com ele e acho até que meu “instinto maternal” eu vivencio na prática diária dos cuidados com ele.
Ele é meu “anjinho de quatro patas”.
Engraçado, cachorro não é “ser humano”, mas pode despertar em nós o nosso lado mais humano, pode verdadeiramente nos humanizar.
Eu adoro meu cachorrinho Lyon.

domingo, 30 de maio de 2010

A mediocridade tem vencido
Por Adriana Pinho Gomes

Outro dia ouvi um jornalista dizendo em um programa de TV “que já não existem políticos honestos como antigamente”.

Infelizmente, a mediocridade impera em nosso querido país e o congresso nacional apenas reflete isso.

Antigamente o que movia as pessoas, de um modo geral, a ambicionarem um lugar no parlamento era a possibilidade de defender idéias, ideologias e ideais. Hoje o que leva as pessoas a buscarem uma vaga no congresso nacional é o “ideal” de ter um meio de ganhar “dinheiro fácil”, de “se dar bem” e uma série de motivos outros que não se alinham ao verdadeiro fim e propósito constitucionais do congresso nacional.

Se considerarmos que vivemos em uma sociedade em que a lógica capitalista é praticada de forma selvagem e que todos os valores sustentados pela cultura vigente têm como suporte a ideologia do “ter” (sempre mais), o cidadão que chega lá no congresso vai apenas agir de acordo com o senso comum, qual seja, “se dar bem”.

O brasileiro médio é aquele sujeito que pratica “pequenas” corrupções em seu cotidiano na intenção de “se dar bem”, ou de “aliviar o bolso”, ou, ainda, de “cometer uma esperteza”. Eis uma pequena amostra dos nossos “pequenos deslizes”:

1- Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.
5. - Fala no celular enquanto dirige.
6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
7. - Pára em filas duplas, triplas em frente às escolas.
8. - Viola a lei do silêncio.
9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.
10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas
11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.

12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar aotrabalho.
13. - Faz " gato " de luz, de água e de tv a cabo.
14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado,muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto derenda para pagar menos imposto.
16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade atravésdo sistema de cotas.
17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10pede nota fiscal de 20.
18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como sefosse pouco rodado.
21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que sãopirata.
22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo daroleta do ônibus, sem pagar passagem.
24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
25. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
26. - Leva das empresas onde trabalha e de hotéis em que se hospeda, pequenos objetos comoclipes, envelopes, canetas, lápis, cinzeiros, talheres.... como se isso não fosse roubo.
27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição querecebe das empresas onde trabalha.
28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo queainda não foi inventado.
30. -Mente para familiares, marido, esposa, namorado (a), amigos para conseguir alguma coisa ou se beneficiar de alguma situação.
31. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezesnão devolve.
32- Pensa que ser gentil e cooperativo gratuitamente é uma forma de submissão e humilhação.
33- Não tem profissionalismo algum porque desconhece o prazer de ser um bom profissional e quer ter dinheiro “trapaceando”.
34- Acredita que para “ganhar alguma coisa, alguém tem que perder”.
35- Não tem o menor senso de patriotismo.
36- Absoluto desconhecimento do que seja “bem comum” e/ou “senso de coletividade”.

Portanto, o político brasileiro é apenas um legítimo representante do cidadão brasileiro mediano e comum que tem como objetivo maior “sempre levar alguma vantagem”. A alta corrupção cometida pelos políticos está no mesmo patamar ético daquelas cometidas pelo sujeito comum.

O internacionalmente conhecido “jeitinho brasileiro” advém de uma malandragem histórica que acomete nosso povo. Essa conduta individualista é , sem dúvida, um dos maiores empecilhos do nosso progresso como nação.

Enquanto o padrão de comportamento prevalente na nossa sociedade for baseado em valores deturpados pela ignorância, pela falta de conhecimento e consciência das leis universais que regem o universo, do qual somos um pequeno fragmento, enquanto o brasileiro não evoluir e se auto superar de modo a transformar a sua mentalidade, teremos como representantes no congresso nacional tão só uma amostra do que somos, em sua grande maioria. Assim, não podemos reclamar...
Mas podemos mudar!!!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

CAMINHOS DO CORAÇÃO

Por Adriana Pinho Gomes

Tenho pensado o que leva uma pessoa ser alegre e outra não. Será que já nascemos com essa ou aquela pré-disposição, será que as experiências que vivemos nos tornam mais alegres ou tristes, será que quem pensa muito fica propenso à tristeza ou o contrário quem pensa pouco e sente muito fica mais triste, enfim...
Mas ser uma pessoa alegre é diferente de estar alegre, quem é alegre, em qualquer situação mantém uma postura positiva, nem digo otimista, mas positiva, no sentido de sempre ir em frente, sabendo que existe uma luz no fim do túnel e que tudo é passageiro nessa vida e que no fundo, tudo tem uma razão de ser.
Agora existem pessoas exuberantes, histriônicas, meio folclóricas, que falam alto, riem alto, fazem brincadeiras, são extrovertidas. Geralmente somente essas pessoas são vistas como alegres, e normalmente são mesmo.
Mas existe aquela outra espécie de pessoa que não é tão exuberante assim, mas que tem uma alegria interior que nem sempre é manifestada de uma forma tão explícita. Mas isso não quer dizer que essa pessoa é triste, de forma alguma.
Penso que até o tipo de educação pode proporcionar mais ou menos condições da pessoa manifestar sua alegria interior.
Essa é a questão, todos nós temos um núcleo de alegria interior latente, só que tem gente que entra mais facilmente em contato com ele. Aí eu acho que são tantas variáveis que concorrem para que isso ocorra ou não. Como já dito, educação, situações vividas, grau de consciência das coisas, enfim, muitos aspectos e fatores colaboram para que nossa alegria interior vá ficando massacrada com o tempo, e em alguns casos até desapareça por completo.
Pense bem, as crianças são alegres naturalmente, e isso se dá porque elas ainda estão em permanente contato com esse núcleo de alegria interior.
Tem um pensamento que diz assim : "O inverno está em minha cabeça, mas a primavera vive em meu coração"
Acho que é muito por ai, quando nos distanciamos dos nossos sentimentos, do que realmente sentimos, quando nos distanciamos da nossa essência vai ficando muito difícil ser alegre.
Essa é a experiência que eu vivi, e percebi que fui ficando triste porque estava distanciando de mim mesma, das coisas em que realmente eu acredito. Mas eu sempre soube que sou alegre e que tenho essa alegria dentro de mim, mesmo que não seja manifestada de forma tão exuberante. Porque é da essência de todo ser humano ser alegre.
Precisamos é descobrir em quais armadilhas caímos ao longo da vida que nos distanciam da nossa genuína natureza.
E as pistas que nos conduzem a esse caminho rumo à nossa verdadeira essência são nossos sentimentos, o que sentimos lá no fundo e que fica tão camuflado pelas exigências da vida e que às vezes preferimos nem saber deles.
E aí começamos a afrontar nossa consciência, nossa alma, nosso coração para agradar o mundo. E é difícil lutar contra o coração, pois geralmente se paga com a alma. E é na alma que está nossa essência.
Aí vem tristeza, falta de alegria, doença e toda sorte de infortúnios.
Ouça seu coração, reconheça seus sentimentos, que podem ser sim avaliados pela razão, mas o que não pode é serem ignorados.
Estabeleça um equilíbrio entre os sentimentos e a razão. Decida a direção, a opção de vida com base no que pede seu coração, mas escolha os caminhos, as formas de alcançar seus objetivos com a cabeça, usando a razão.
Procure equilibrar razão e emoção, uma deve estar a serviço da outra, a razão serve para operacionalizar nossas emoções e sentimentos, nunca se deve negá-los. Também não vale “pensar o sentimento”, ele deve ser reconhecido em sua integralidade, sem qualquer censura, e não pode ser racionalizado, o que você vai fazer com ele é que deve ser pensado, Mas o sentimento deve ser apenas sentido e ele é sagrado.
A nossa trajetória de vida e escolhas, tudo é determinado pelo tipo de sentimento que temos, seja em relação nós mesmos, seja em relação ao mundo externo.
O que gera a ação é o coração, por isso são os sentimentos que dão rumo a nossa vida.
Portanto, precisamos descobrir os caminhos que nos levam a até nosso coração porque lá mora a nossa alegria.
A conexão com a nossa essência é que garante a permanência da alegria em nossa vida.
Por isso, trilhe os caminhos do seu coração e sorria.
DA FALTA DE TEMPO
Por Adriana Pinho Gomes
Eu preciso de tempo!!!!Tempo para mim, tempo para "vadiar", tempo para me dedicar ao ócio, e para a criação. Já disse isso Domenico de Masi no livro "Ócio criativo" ("ainda tenho que ter tempo para ler esse livro").É, o ritmo de vida imposto pela chamada sociedade "pós-moderna" tira do cidadão toda e qualquer chance de ele ser alguém além de mais um na multidão, nada mais que uma peça na engrenagem que serve aos interesses daqueles que detém o poder econômico. Isso é velho, é, e só tem se agravado ao longo do tempo.A gente precisa de tempo, eu disse tempo!!!!!A vida não é só trabalho, principalmente quando já se conquistou um mínimo de condições materiais para se viver com dignidade, o que aliás deveria ser natural e acessível a todo ser humano: ter uma vida digna com as mínimas condições para se viver saudavelmente. Mas o mundo está cheio de armadilhas, cheio de falsas promessas, cheio de vitrines de ilusões.Mas a minha questão hoje é o tempo.Eu preciso de tempo para ser eu mesma, para poder exercitar o que tem de mais genuíno em mim; tempo para ser amiga; para ser amante; para ser companheira; para criar; para cuidar de mim; dos que amo; para conversar e dar risadas sem preocupação alguma; para brincar; para meditar; ir ao salão; levar meu cachorro para passear; para conversar com minha mãe e pai, com a devida paciência que eles merecem, pois já são idosos; para cantar; para ler; para estudar (me atualizar em relação ao meu trabalho) e tantas outras coisas não menos importantes, mas que eu não citei aqui.
Enfim, quando eu penso nisso e vejo quanto coisa precisamos fazer, conquistar, manter, conservar, adquirir (diariamente) me vem inevitavelmente à cabeça a ideia de que algo está errado na forma como o ser humano vem estruturando seu modo de vida em sociedade, algo está muito fora do natural, vivemos em um ritmo absolutamente anti-natural. "Ah mas tudo é uma questão de adaptação". Será?
Qual o preço que pagamos por viver assim? Quais são os efeitos colaterais desse tipo de vida? doenças físicas (só tem aumentado os tipos de doenças), neuroses, violência, falta de amor, solidão, anonimato, indiferença, falta de afetividade, descaso, frieza.
Estamos todos submetidos em alguma medida a todas essas mazelas e será que tem que ser para sempre assim?
O que de bom nos traz esse ritmo alucinante além da sensação de impotência, aquela ansiedade terrível e uma constante tensão? nada.
O tempo todo é cobrado de nós algum tipo de desempenho, alguma providência, alguma performance, como profissionais, como amantes, como pais e mães, no seu prédio, pela sua faxineira, até seu cachorro te cobra carinho e atenção.
Que bom seria se pudéssemos nos dedicar apenas ao lado gostoso da vida, e como tem coisa boa na vida heim...
Nossa, por isso é que eu digo, nossa forma de viver está equivocada e desequilibrada.
Hoje eu quis apenas provocar esse questionamento, suscitar dúvidas com vistas a uma futura retomada de posição diante da vida, com a intenção de mudar os conceitos vigentes e até então estabelecidos.
Quem disse que tem que ser assim para sempre? Volto a perguntar. Alguma coisa tem que ser mudada nessa nossa vidinha mediocre, para qual fomos programados apenas para obter resultados e ainda opor cima de acordo com o que pré-definiram para nós. Vivemos computando resultados imediatos. Tem que fazer isso, tem que fazer aquilo, e mais aquilo e ai vai... a busca incessante de resultados práticos.
Mas para que a vida valha a pena, para que tenhamos um viver mais saudável, mas prazeroso e mais feliz temos que descobrir qual é o nosso verdadeiro roteiro de vida e não aquele que nos impuseram, aquele que nos é imposto pela "fala corrente". Para que a nossa história seja verdadeiramente nossa, não apenas mais um plágio, temos que ir em busca do nosso ritmo, temos que cadenciar a nossa vida de acordo com o pulsar do nosso coração. Isso significa que temos que priorizar em nossa vida o que faz bem ao nosso coração, o que nos enche de entusiasmo e alegria. Nosso coração é nosso norte é ele que, literalmente, nos mantém vivos. Não é apenas um simbolismo, nem pieguice, é real. E muita coisa que faz o nosso coração bater de contentamento não é computado como resultado prático nesse mundo caótico.
Brincar com meu cachorro, pegar ele no colo, sentir seu pelinho macio e quentinho, ficar olhando para ele simplesmente fazendo suas brincadeiras me dá um prazer danado, mas não me traz resultado algum no mundo prático. Pelo contrário, fica parecendo que eu estou roubando meu tempo que eu estaria fazendo coisas mais importantes, como por exemplo trabalho. Mas a verdade é que não posso mesmo gastar muito tempo despreocupadamente com essas coisas, se não, não dá tempo de fazer outras coisas.
Queria escrever muito mais, mas não tenho tempo, não tenho tido tempo...
Por isso eu preciso mudar alguma coisa, ninguém consegue obter resultados diferentes fazendo as mesmas coisas, se posicionado da mesma forma, nada acontence de novo.
Quero terminar com duas frases que me fazem muito bem pensar sobre elas:
"Insanidade é querer obter outros resultados fazendo a mesma coisa" e "Só os peixes vivos conseguem nadar contra a maré, os mortos deixam-se levar por ela".

Beleza invisível

Por Adriana Pinho Gomes 

Descobri que depois de certa idade (depois dos quarenta), as mulheres passam a ter uma beleza, que eu achei por bem denominar de “beleza invisível”, se é que isso faz algum sentido.
Digo invisível porque a beleza que passamos a ter não é perceptível para a maioria dos homens. Falo da beleza estética corporal.
Me permito aqui fazer uma ilação “leiga”. Se restringirmos a compreensão da natureza humana  à perspectiva do biológico, ou seja, se considerarmos que as características do comportamento humano advêm unicamente de seu código genético e que por isso somos marionetes da nossa biologia (hormônios, sistema neurológico e memória genética), poderíamos explicar a permanente preferência dos homens pelas mulheres jovens (quando eles mesmos não são mais jovens), e, ainda, sua natural tendência à poligamia.
É o instinto ancestral da preservação da espécie.  Para a reprodução, a juventude  é fator primordial.
Portanto, o homem de quarenta anos para frente, de um modo geral, começa a demonstrar desinteresse pelas mulheres dessa mesma faixa etária.  E é claro que existem mulheres com mais de quarenta bonitas. Mas a busca do macho humano continua ser por um corpo jovem.
Feitas tais considerações, penso que todas as pessoas depois de uma certa idade deveriam priorizar outros aspectos da vida como por exemplo aprimorar nosso poder criativo, no intuito de melhorar o mundo em que vivemos. Podemos criar beleza nas artes, na literatura, na escrita de um modo geral. Podemos exercer nosso potencial criativo como profissionais, como avós, como amigas, como doadoras de conhecimento e de sabedoria.
Na maturidade deveríamos nos permitir sermos livres para fazermos grandes descobertas a respeito de nós mesmas e ativar nossos talentos adormecidos.
Nessa fase da vida surge a oportunidade de descobrirmos o novo, o inusitado, sem qualquer interferência de convenções ou de regras impostas pelo que nos disseram a respeito de “como deveria ser”. Surge ai a oportunidade de realizarmos nossos sonhos mais ocultos, cantar, dançar, aprender a nadar, sei lá, cada um tem o seu próprio. Podemos desenvolver uma virtude que até então não temos, observar nosso comportamento, investigar nossa história, procurarmos por repostas que nunca tivemos na juventude. É um bom momento para ampliarmos nosso nível de consciência a respeito da vida e dos fatos de nossa vida. Vê-los como realmente são, sem qualquer ilusão. A “iluminação”, ou ser “iluminado’ é simplesmente entrar em contato com a realidade,  tal como ela é, sem subterfúgios.
Para uma mulher madura é muito angustiante e frustrante procurar no espelho uma imagem que nunca mais verá. Aquela menininha linda com todo o frescor da juventude estampado no rosto.
Enquanto estivermos à procura disso, seremos tristes, feias e amargas. Sei que é muito difícil, porque há na nossa cultura um excesso de valorização da beleza plástica apenas. É como se não tivéssemos mais nada a oferecer ao mundo, se não temos mais juventude. Juventude no Brasil é vista como uma virtude e não como uma fase da vida. A jovialidade sim pode ser encarada como uma característica positiva, na medida em que significa entusiasmo em viver e descobrir a vida em suas diversas fases. Ser jovial, em tese, é possível em qualquer idade. Por outro lado, o  repúdio pela velhice é um contrassenso, já que cada vez mais tem aumentado a expectativa de vida do ser humano. Mas eu me pergunto para quê?  Queremos viver mais e ao mesmo tempo rejeitamos a velhice, não sabemos lidar com ela, não sabemos conviver com nossas limitações.
Deixar de atrair olhares e/ou provocar interesse nos homens traz sofrimento psicológico para uma mulher. Isso é inevitável.
A beleza da mulher madura deve ser vista com um olhar ligeiramente desfocado de seu corpo físico, para que seja possível captar também a beleza das sensações, do sentir, do ser.

***OS HOMENS ( DE UM MODO GERAL) PERMANECEM POR TODA A VIDA FIXADOS NA BELEZA ADOLESCENTE DAS NINFETAS.

ENQUANTO NÓS, MULHERES, DE UM MODO GERAL, NOS ENCANTAMOS COM OS HOMENS MADUROS E GRISALHOS DA NOSSA MESMA FAIXA ETÁRIA. (QUE  FALTA DE SINTONIA!!!)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A cultura do olhar
Adriana Pinho Gomes
Quero começar este texto hoje com uma pergunta. O quanto incomoda a vocês mulheres perceber o olhar de seus homens para outras mulheres, seja na rua, na televisão, na internet, em uma festa, enfim, no mundo?
Homens e mulheres são seres que funcionam de formas diferentes. E dizer que eles são visuais significa na prática que os homens para se excitarem sexualmente, basta um estímulo visual. A simples visão do corpo de uma mulher, ainda que por poucos segundos e que esta mulher seja completamente desconhecida pode instantaneamente despertar pensamentos sexuais.
 Isto pode ser difícil de entender para nós mulheres, mas é a mais absoluta verdade e não é fácil de aceitar essa verdade. Uma mulher com um belo corpo é um “imã para o olho”, ou seja, difícil de evitar, e mesmo quando o homem se força a não olhar, ele fica intensamente consciente da presença feminina.
Nós mulheres não somos afetadas da mesma maneira intensa quando olhamos para um homem bonito. Apreciamos muito mais as palavras de amor, a ternura e o apreço sincero que a imagem física do homem, somos auditivas e não visuais.
A mídia é a grande incentivadora e provocadora do olhar masculino. Até porque os grandes publicitários e a indústria do cinema é toda feita por homens. As novelas, os filmes, os programas de televisão as propagandas, enfim, todos estes vetores de mídia veiculam maciçamente imagens de mulheres sensuais, “gosotosas” nuas ou seminuas provocando os olhares masculinos. As cenas de sexo dos filmes, os apelos publicitários são feitos a partir da ótica masculina. Este tipo de comportamento masculino de olhar a mulher é intensamente incentivado pela cultura corrente. Mas é cruel com a própria mulher. Normalmente ela presencia diariamente os olhares de seu homem para as outras. E mesmo que você fosse uma modelo, seu marido ou namorado continuaria vulnerável. O seu marido, namorado, filho, mesmo sendo um homem disciplinado, vive bombardeado por tentações, que o cercam, desde armadilhas na internet, televisão, revistas, até atração escancarada da minissaia que desliza pelas ruas. É um campo minado lá fora ...
Às mulheres cabe exigir o mínimo de respeito de seus companheiros para com elas.
Mas o resto é com Deus, rezar pedindo forças e sabedoria para saber lidar com essas situações.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

"Homens - eternos adolescentes "


Por Adriana Pinho Gomes

Tenho repensado meus conceitos. E graças a Deus tenho redefinido vários deles.
Na verdade tenho mudado a maneira de ver várias situações.
Mas não me envergonho do que falei nem do que escrevi. Sempre esteve muito claro para mim que minha escrita é antes de tudo um desabafo e que me ajuda a entender a vida, é uma forma de eu elaborar sentimentos e sensações. É também um meio de metabolizar emoções que surgem diante de fatos e em determinadas circunstâncias.
Claro que meu discurso foi muitas vezes equivocado, mas era legítimo porque evidenciava como eu me sentia e com eu via as coisas naquele momento. Meu compromisso é antes de tudo com a minha integridade.
E se haver com seus próprios sentimentos é primordial para se manter a própria integridade.
Enfim. Hoje quero me redimir diante dos homens, “do sexo masculino”.
Já me rebelei contra eles, pelo fato de serem machões, rejeitarem as mulheres mais velhas (mesmo sendo eles velhos também), serem eternos galinhas (desculpe o termo - é inevitável), enfim, já me rebelei muito contra a natureza masculina.
Mas que perda de tempo e energia, eles são assim e pronto. É um fato, é uma realidade, homens são imaturos em sua grande maioria. Têm comportamento de adolescentes (uma alfinetadinha sempre escapa - rsr ...).
Poucos são os que amadurecem de verdade.
Interessante, mas eu estava criticando neles um comportamento que em mim eu vejo como uma deficiência, qual seja, a dificuldade em aceitar a realidade tal como é.
Homens que não amadurecem são incapazes de aceitar a realidade, tornando-se eternos sonhadores. Pensava eu que o fato deles desejarem sempre uma mulher linda e jovem significava que eram exigentes (nós mulheres é que somos exigentes com nós mesmas e ficamos tentando sermos jovens para sempre). Mas eles não são exigentes, são apenas sonhadores, não crescem nunca. São loucos idealizadores da realidade. Ficam eternamente desejando um rostinho bonito e jovem. Acho que isso acontece como uma defesa inconsciente para não terem que se haver com sua própria decrepitude. Curioso é que parece que sequer se apercebem que ficam velhos também, feios, com rugas e barrigudos ("que maldade rsr...). Há um tempo atrás circulava na internet um vídeo de um senhor de seus 80 anos que relembrava da amada e pretendia reencontrá-la. Entretanto a imagem fixada em sua memória era de uma linda jovem com seus vinte e poucos anos. Aí então, ele foi ao seu encontro e se deparou com uma velhinha, que como ele, tinha já seus oitenta anos. O pobre senhor ficou muito decepcionado. É engraçado, mas no fundo esse episódio, mesmo que seja fictício, ilustra bem essa questão da defasagem entre o imaginário masculino e a realidade.
Observo que para os homens a paixão é muito importante para se sentirem vivos. E a paixão não tem vínculo com a realidade, ela é pura magia. O amor, ao contrário, tem fincas no mundo real. Afinal, amar alguém decorre de uma decisão consciente que nada tem haver com magia. O amor só floresce se pudermos ver as coisas como realmente são. Nesse ponto, percebo que os homens são mais sonhadores que as mulheres.
Uma vez, um amigo me disse que quando está rodeado de jovens ele “acha que é jovem também". Nada contra em conviver com jovens, mas daí a achar que é um deles ... é ilusão.
Achei tão surpreendente essa colocação. Eu jamais poderia supor que um homem inteligente, com instrução acadêmica de alto nível e já com seus cinqüenta e tantos anos poderia fazer tal observação.
E por fim, vale registrar uma observação que ouvi de uma personagem de um filme que assisti recentemente (“Segredos do Coração”). A personagem era uma mulher, de uns cinqüenta anos, casada com um homem da mesma faixa etária e que foi trocada por uma jovem de vinte anos.
A mulher tentava encontrar uma explicação, afinal ela era bonitona também e eles se davam bem. Em uma conversa com uma amiga, ela conclui “ele me trocou por uma menina de vinte porque sentiu tesão”. A explicação é simples, é “tesão”, decretou ela, sem maiores elaborações filosóficas.
Os homens são seres visuais. Na prática isso quer dizer que, para que os homens se excitem sexualmente, basta um estímulo visual. A simples visão do corpo de uma mulher, ainda que por poucos segundos e que esta mulher seja completamente desconhecida pode instantaneamente despertar pensamentos sexuais.
Portanto, as belas imagens de corpos femininos sempre capturarão seus olhares, despertando-lhes desejo.
Beijos.
Cristal.
OBS. Por favor comentem, façam críticas construtivas.