segunda-feira, 29 de setembro de 2014




O amor dos animais. O encontro com a inocência no seu estado mais puro  

Por Adriana Pinho

Meu amor não é "parte minha"

Não se parece comigo

Não tem meu DNA

Não me tornará "imortal"

Não cumprirá a "missão de tornar realizados sonhos meus"

Não terá a sina de repor o trabalho dado com realizações compensatórias

Não me causará decepções


Não correrá o risco de se tornar um zumbi onde deposito minhas projeções

Meu cachorro não é meu filho

É apenas amor

A minha dedicação a ele é de puro desprendimento e exige a consciência de que tenho nas mãos um ser vivo inteiramente vulnerável pela sua simples e própria condição de animal irracional.

 
 Ele é amor por definição, uma vez que a sua pureza e forma de  interagir despertam em mim, inexoravelmente,  amorosidade e doçura.

 E para que isso aconteça eu preciso apenas olhar para ele e poderia ficar assim por tempo infinito, vendo ele brincar, dormir, correr, latir bravo "me dando ordens", fazer bagunça, comer, tomar água, fazer charminho, virar a barriguinha pra cima pedindo carinho ...


OBS: A inspiração desse texto veio por cansar de ouvir pessoas falarem que cachorro é como filho. Quem quer ter filhos tem filhos, não os substituem por cachorros.

sábado, 20 de setembro de 2014




PROFECIA II

Paz, alegria, vitalidade, lucidez
Harmonia
Contemplação 
Serenidade
Carinho
Generosidade
Beleza
Melodia
Rítmo
Cadência
Caminho 
Humor Bom 
Fluidez
Por Adriana Pinho Gomes

domingo, 7 de setembro de 2014

O CRENTE E O NÃO CRENTE


A diferença entre o crente e o não crente é que o crente crê que o poder divino ou sabedoria divina está fora dele, e o não crente sabe que o poder divino está dentro dele, partindo do princípio que cada um de nós faz parte dessa inteligência cósmica criadora.

O não crente possui uma consciência reflexiva que lhe permite acessar essa sabedoria que vai além do conhecimento puro e simples. A sabedoria é o conhecimento transformado pela experiência, o que leva o indivíduo a descobrir a melhor forma de  colocar em prática o  conhecimento adquirido. O crente tem a necessidade de acreditar que além dele existe uma entidade que o protege e cuida dele como “um grande pai protetor”.

Essa necessidade advém, em grande parte,  da incapacidade de se haver com a precariedade da condição humana, na medida em que somos seres dotados de um corpo perecível e que sabemos sobre nossa própria finitude e por isso nos sentimos em total desamparo (claro que isso tudo se dá de uma forma inconsciente).

Além de tudo há uma pergunta (clássica) para qual não temos resposta: de onde viemos e para onde vamos?

As religiões, de um modo geral (não sei se todas), se propõem a responder a essa questão de uma forma mágica e isso conforta  proporcionando um alento a essa  sensação de desamparo.
 Por Adriana Pinho

DESCOBERTAS


Por Adriana Pinho Gomes
Nada mais verdadeiro e legítimo dos que as descobertas que fazemos por nós mesmo, aquelas verdades que constatamos por meio de nossas experiências e vivências.
Todos nós temos a capacidade de aferir um conhecimento, um princípio, uma lei universal a partir da observação da realidade seja do que for, desde que nos mantenhamos com a mente aberta. O problema é a estagnação da percepção. Somos treinados para desconsiderar nossa percepção. 

A nossa educação estimula apenas a memorização e a repetição, não nos instigando a análise científica dos fatos. Sofremos um adestramento cognitivo que bloqueia nosso potencial criativo e aniquila nosso poder de discernimento. De um modo geral  somos levados a recalcar nossas percepções  para  “nos adequarmos”  ao senso comum.
 
Por outro lado, a inteligência somente se manifesta em sua totalidade quando existe autoconhecimento, ou seja, o entendimento profundo do processo individual da nossa subjetividade.
Descobri muito jovem ainda, graças a Deus, que ninguém faz nada por nossa causa, seja para o bem ou para o mal. 
Todos nós agimos para satisfazer necessidades próprias sejam elas provenientes de vaidade, narcisismo, medo, culpa, compaixão  etc..., tudo, no intuito de sermos reconhecidos e aceitos, e de preferência amados.
Só podemos agir por genuíno altruísmo quando atingimos um grau mais profundo  de consciência a respeito de como se dá o processo da vida e as relações humanas, compreendendo que somos todos um. Tudo o que faço ao outro, seja para o bem ou para o mal lança no universo uma energia que de algum modo, em algum momento ela volta para você (tudo é onda e não apenas partícula -  a física quântica já explica isso).
Percebo também que a comunicação entre os humanos é absolutamente precária. Outro dia ouvi uma frase muito interessante,  ”sou responsável pelo o que eu disse não pelo que o outro ouviu”.
Ou seja, tudo o que chega até nós,  passa pelo filtro do nosso conjunto de crenças e  valores, que será influenciado pelo nosso estado emocional.
Aquilo que nos foi dito ou o acontecimento em questão vai nos remeter a algo do nosso inconsciente.
Enfim, mais uma vez o maior ou menor grau de consciência, a respeito de nós mesmo, é que vai ajudar a entendermos a realidade de fato.
Projetamos no outro nossos sentimentos, nossas frustrações, nossa raiva. Enfim, toda a gama de questões inconscientes não elaboradas por nós.
Alguém que nos  lembra como nosso pai nos repreendia, como nossa mãe nos olhava com carinho, ou alguém que tem a aparência familiar, que nos lembra, por exemplo,  uma tia querida, também  nos leva à projeção.
O que significa que não enxergamos o problema em nós mesmos, mas colocamos no outro ou, ainda, idealizamos o outro.

Essa projeção leva o indivíduo a uma conduta delirante. Por isso, a precariedade das relações humanas.  (APG em setembro de 2014)